Orhan Pamuk, em seu discurso pelo recebimento do Premio Nobel de Literatura de 2006, faz todo um elogio ao pai que, de certa maneira, lhe deu a possibilidade de ser um escritor. Isso se entende nas entrelinhas, o que é explicito até demais e que me dà nos nervos, é ver como o pai, um homem sempre ausente da familia, sempre em viagens pelo mundo, sempre com interesses burgueses, é demasiadamente elogiado pelo entao maior escritor turco da atualidade... (quanto ao premio, nao vamos citar o fato da grande polemica de seu livro que trata do assunto delicado dos armenios e turcos!). E é sempre assim... nenhuma palavrinha à mae que provavelmente esteve presente todo o tempo... Enquanto trancado em seu quarto para escrever seu primeiro livro que o iniciou na literatura, provavelmente estava la preparando o jantar e pronta a ajuda-lo em qualquer probleminha mais pratico... e no entanto, foi ao pai a quem ele dedicou todas aquelas paginas que li ontem, com raiva e indignaçao...
Ok... ainda estou tentando le-lo... vamos ver...
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