giovedì 29 gennaio 2009

Isso ja se sabia

Que fosse complicado ter cachorro aqui na Italia, ja tinham nos contado. Mas que era realmente uma maratona... Vacinas (obvio), microchip... hummmm.... comidas e isso e aquilo aconselhadas pela ex-cuidadora, uma fanatica de animais que ao que pareceu, gasta um terço do que seria meu salario com comida e "otras cositas" caninas...
Nem preciso dizer que cortamos pela metade a mordomia que o coitadinho vinha tendo na outra casa, mas logicamente continua tendo uma vida de cao... coisa que muita gente gostaria... suponho eu... sabe-se la... O que nao falta é o carinho que as meninas estao esbanjando com ele e eu começo a quebrar o gelo.... vamos ver...

Pippo

Amanha comemoramos duas semanas com o Pippo em casa. Depois de hamsters, o Antaro e a Flor, depois do Cometa, nosso querido coelhinho branco nada maluco (sem relogio e sem pressa), agora, finalmente, nosso Pippo é nosso mais novo mascote. Lindo. A unica coisa que ainda nao entendi dessa historia, pois a ideia nao foi minha, apenas concordei para felicidade geral aqui em casa (fora a minha), é como faremos quando estivermos com os bilhetes da proxima viagem comprados? Vai junto? Fica? E...??

mercoledì 28 gennaio 2009

Giornata della Memoria

Ontem foi o Dia da Memoria, marco da libertaçao dos judeus de Auschwitz e do inicio de revelaçoes de horror por parte dos sobreviventes dos campos de concentraçoes nazistas. Desde a semana passada que se podia ver pela tv os depoimentos e reportagens feitas com as historias de senhroes e senhoras que saidos do inferno da guerra, souberam reconstriur suas vidas e agora contam suas historias para que nao se percam no esquecimento e principalmente para que nao pensem que tudo o que disseram e ainda dizem, é fruto de imaginaçao. Vendo e ouvindo o que esses senhores teem a dizer, nao me parece de modo algum que seja tudo inventado ou exagerado.
E essa é uma das coisas que vez ou outra me acontece, quero dizer, dificilmente, no Brasil, ouviria pessoalmente de um sobrevivente da Segunda Guerra Mundial, historias de como se esconderam dos inimigos e de como conseguiram seguir em frente apesar de todo o horror que viveram. Ouvi isso nao faz muito tempo, na sala de espera de um consultorio medico. Um senhor contava a outro como havia se escondido com seu tio na ponte de Budapest... de como faziam para que os inimigos nao o achassem e de como voltou para a vida.... digamos... normal!
Ouvia os dois conversando e me dava conta que eu estava ali, diante de um tempo que passava ainda pela memoria daqueles dois homens. Nunca tinha me acontecido de presenciar tal pedaço vivo de historia.
Desde domingo, pela tv, assistimos depoimentos parecidos de judeus que agora vivem na Italia e que sairam ha mais de 50 anos do inferno de Auschwitz. E pensar que andando pelas ruas, se pudessemos ouvir os pensamentos e pesadelos das pessoas mais velhas que encontramos pelo caminho, teriamos uma bela oportunidade para nos lembrarmos de agradecer a nossa vida... facil... isso sim....

domenica 25 gennaio 2009

Istanbul

O que dizer dessa primeira experiência num país muçulmano? Na verdade, pensava muito antes de partirmos em como seria caminhar pelas ruas com minha história nas costas e observar o que me apareceria inevitavelmente diante dos olhos. Homens com seus bigodes inacreditáveis, mulheres com seus véus discretos e outros nem tanto. Seus charmes inconfundíveis. Lembrei-me de uma aula de literatura quando meu professor nos dizia que devido ao fato de que as mulheres de certas culturas terem que esconder seu corpo e possuirem apenas os olhos descobertos, desenvolveram um modo de se expressar através do olhar que lhes é inconfundível. Algo que as ocidentais não possuem normalmente. Uma força no olhar, como um último grito que possam lançar, aliás, o único que podem, disfarçadamente, descaradamente para quem os capta e interpreta. Uma aventura nos rostos dessas mulheres.
Por sua vez, o olhar do turco é atrevido. Nada sutil, um olhar de quem está habituado a não se reprimir, ao contrário, prático em buscar seu alvo para exercitar-se no domínio que teêm que exercer. Uma sensação de que os antigos otomanos eram ainda piores nesse poder.
De qualquer maneira, teêm um olhar bonito, forte e ameaçador. Algo para se entender melhor.

Acordar às sete da manhã já era uma experiência interessante. O som que vinha dos minaretes era algo novo para nós e me deixava encantada, como se aquelas palavras cantadas fossem mesmo encantatórias. Cinco vezes ao dia podíamos ouvir o chamado às orações das mesquitas em Istanbul. As horas das orações se calculam segundo o movimento do sol: por exemplo, o momento da oração do meio dia começa quando o sol acaba de sobrepassar seu zenit em uma localização determinada. Por isso, muda segundo as estações dependendo de onde nos encontremos no mundo. Deste modo, não há nem um só momento em que uma oração não esteja sendo feita no mundo. Algo para se pensar.

A chamada às oraçoes é recitada em árabe pelo muecin e se espalha pela cidade através dos alto-falantes do minaretes de cada mesquita da cidade.
Ainda parece que iremos ouvir a melodiosa voz dos muecins de Istanbul.

Ferias... continua

E por falar em conflitos, alguém acreditaria que nossas férias, em principio seriam em Israel? Parece que essa preocupação com nossa segurança não ia ter jeito mesmo, não poderíamos ter cancelado de maneira alguma, pois já teria nos pego em pleno terreno de guerra. Acho que os próximos planos de viagem por aqueles lados terão que considerar que as meninas fiquem com os avós.


Depois do ano novo, depois da neve que caiu e que continua caindo por aqui, partimos de Veneza para Zurique e em seguida para Istanbul! Dias de mal tempo, afinal não estamos no período ideal para viagens, muito frio, risco de neve e certeza de chuva. Chuva quase todos os dias, mas que foram resolvidos de bom humor com capas e muita roupa quentinha.
Chegada sem problemas e a minha primeira visão da antiquíssima Constantinopla deixou-me impressionada e fascinada. Minaretes, muitos deles pontando em toda a extensão de cidade que se podia ver do avião que descia lentamente. O céu por sorte ainda estava um pouco claro, (outro problema desta época são as poucas horas de claridade que se tem para os passeios, pois às cinco horas da tarde já está escuro e ainda mais se o tempo está chuvoso), e se podia ver a cidade como nunca imaginei: mesquitas por toda a parte, erguendo-se aqui e ali. Nos dias seguintes iria ouvir de quando em quando as chamadas pelos alto-falantes desses mesmos minaretes, para os fiéis se dirigirem às mequitas para as cinco orações diárias dos muçulmanos.
Visitamos primeiramente a antiga igreja de Santa Sofia, construída para ser a maior do império romano do oriente e sem dúvida é uma das maiores igrejas já construídas. Com a queda de Constantinopla foi transformada em mesquita pelos otomanos que maravilhados com suas abóbodas e dimensões, quiseram, de certa forma, copiá-la e assim construiram a Mesquita Azul exatamente à sua frente na praça que hoje é um dos lugares mais turísticos de Istanbul.
Estar dentro de Santa Sofia, que hoje é um museu, é viajar no tempo. Lugar comum dizer isso, eu sei, mas não há outro modo de explicar. Tudo lá dentro é gigantescamente importante e significativo. O sentimento de que naquele lugar entravam imperadores do mundo antigo, pessoas que fizeram a história, deixa-nos não somente de boca aberta, mas com a mente quase paralizada, olhos atentos nos detalhes, nas cores e sombras, no espaço que nos envolve (sorte não haver tantos turistas lá dentro!) e na certeza de que somos seres paradoxalmente pequenos e gigantes ao sermos capazes de construirmos lugares como este. Este sentimento eu já havia provado antes, não é novo, mas ele se renova a cada maravilha que tenho o privilegio de conhecer deste nosso mundo. Viver para viajar e conhecer não deixa de ser um destino maravilhoso. Tenho sorte.
A visita à Mesquita Azul foi tão emocionate quanto a da igreja de Santa Sofia. Deixamos pra visitá-la depois de alguns dias e no final da tarde, o que se mostrou ser uma ótima idéia, pois as cores do céu, das luzes se acendendo, tanto na mesquita, quanto em Santa Sofia enfrente, proporcionaram fotografias maravilhosas, se não bastasse o assombro da nossa visão ao sairmos de lá de dentro.
Como o esperado, tivemos que entrar pelo lado dos turistas, tirar os sapatos e eu cobrir os cabelos. Lá dentro um espaço imenso. Silêncio, luzes pequenininhas num imenso candelabro central, tapete em todo o chão, escritos do Corão pelas paredes, azulejos azuis e brancos, e pessoas abobalhadas com toda aquela maravilha. Era hora de visita turística e por isso não se viu nenhum fiel fazendo pregação. Foi indescritível. Sentamo-nos no chão e ficamos olhando para o teto, para os lados, fechando os olhos, abrindo-os de novo para verificarmos que não estávamos sonhando. As meninas ficaram ali, sem saber muito bem a importância do que estavam presenciando, mas seguramente se maravilharam também com as cores e com a atmosfera da grande Mesquita Azul.

Os passeios seguintes foram os inevitáveis, aqueles programados e esperados. Não os esquecerei nunca! Sabemos que teremos que voltar a Istambul, pois ainda há muito o que ver e aprender. Voltei com a sensação de estar dividida entre a minha preferida Veneza e a recém apaixonante Istanbul. Qual delas me tocou mais? Qual delas me apaixonou mais, ainda não sei dizer. Veneza para mim é minha cidade eternamente linda, fantástica e misteriosa, mas Istanbul aos poucos está tomando meus pensamentos e a vontade de conhecê-la melhor já não me deixa.

domenica 11 gennaio 2009

Em Atenas

Desta vez nossas férias foram, ao menos para mim, um pouco preocupantes, pois justamente no início de dezembro houve a revolta dos estudantes em Atenas. Imediatamente pensei que pudéssemos cancelar a viagem, mas lógico que isso era ridiculamente impossível. Então, o que fazer com as meninas se as coisas não melhorassem até o dia da partida? Esperamos atentos aos noticiários e com a torcida de que tudo voltasse ao normal. Passaram os dias e as malas inevitavelmente foram feitas e estavam ali no quarto esperando para o grande dia. Movimento pelas ruas de Atenas não havia mais, fora alguns comentários mais alarmantes de noticiários estrangeiros. E lá vamos nós... Zurique, dois dias de passeio e um frio de tirar o chapéu para esse inverno! Haja chocolate quente e café a cada duas horas ou menos de caminhada pelas ruas literalmente congeladas, pois havia nevado nos dias anteriores. Cachecóis, botas, luvas e casacos pesadíssimos nas meninas e lá vamos...
Vôo para Atenas, tranquilo. Chegada e deslumbramento logo de cara, pois a Acrópolis estava lá ... bem lá encima na nossa visão abobalhada da janela do ônibus que nos levou para o centro onde estava o hotel. Bom, os dias seguintes foram de sonho total, frio também e uma chuvinha chata que no terceiro dia mudou as cores de nossas fotos. O carro alugado salvou o passeio pelos arredores de Atenas, bem quentinhos e protegidos da chuva!
A revolta? Não vimos nada... além das vitrines quebradas das grandes lojas do centro moderno, a praça onde tudo começou com a árvore de Natal que tinham queimado mas que já estava refeita... muitos policiais pelas ruas e muito frio... só isso!

sabato 10 gennaio 2009

Balanço

Todo final de ano fazemos sempre as mesmas considerações e desejamos sempre que no ano que apenas irá iniciar, nossa vida se torne mais interessante, mais saudável, mais tudo de bom. Dezembro vai terminando e aquela listinha de coisas feita para servir ao ano que está para acabar, aquela, guardada na gaveta, finalmente é lembrada e dou uma olhadinha para ver o que consegui fazer de todos aqueles planos, que afinal a cada ano se tornam menos impossíveis, pois percebi (com a idade) que o possível é só planejar e o impossível a gente dá um jeito e acaba acontecendo também!. Ok, pois aquela lista, este ano ainda não fiz. Ainda estou repassando o que me surpreendeu este ano.
Há dois anos que nessa minha listinha estava escrito lá no final: “Ir sem falta à Grecia”. Não que em 2007 não tenha saido de casa... pelo contrário, mas Grécia sempre acabava estando fora do roteiro e do bolso... Por fim... 2008 foi um ano de viagens, mais do que os outros... Férias de verão (europeu) no Brasil, aniversário em Praga e finalmente Natal em Atenas! Tudo já foi dito sobre a Grécia, tudo, a cada instante no mundo, está sendo dito sobre a Grécia e sua herança deixada ao mundo ocidental. Tudo. E eu o que quero dizer sobre Atenas é que tudo aquilo que sentia nas aulas de história, desde que tinha meus onze anos e prometia a mim mesma que um dia iria pisar e tocar aquele solo grego fantástico, é que não se compara à emoção de estar num lugar como a Grécia. Onde a história teve seu palco e onde toda a filosofia ocidental iniciou. Sócrates e Platão caminharam por lá, suas vozes ecoaram por aqueles mármores e eu, finalmente cumpri a minha promessa de criança...