Ontem foi o Dia da Memoria, marco da libertaçao dos judeus de Auschwitz e do inicio de revelaçoes de horror por parte dos sobreviventes dos campos de concentraçoes nazistas. Desde a semana passada que se podia ver pela tv os depoimentos e reportagens feitas com as historias de senhroes e senhoras que saidos do inferno da guerra, souberam reconstriur suas vidas e agora contam suas historias para que nao se percam no esquecimento e principalmente para que nao pensem que tudo o que disseram e ainda dizem, é fruto de imaginaçao. Vendo e ouvindo o que esses senhores teem a dizer, nao me parece de modo algum que seja tudo inventado ou exagerado.
E essa é uma das coisas que vez ou outra me acontece, quero dizer, dificilmente, no Brasil, ouviria pessoalmente de um sobrevivente da Segunda Guerra Mundial, historias de como se esconderam dos inimigos e de como conseguiram seguir em frente apesar de todo o horror que viveram. Ouvi isso nao faz muito tempo, na sala de espera de um consultorio medico. Um senhor contava a outro como havia se escondido com seu tio na ponte de Budapest... de como faziam para que os inimigos nao o achassem e de como voltou para a vida.... digamos... normal!
Ouvia os dois conversando e me dava conta que eu estava ali, diante de um tempo que passava ainda pela memoria daqueles dois homens. Nunca tinha me acontecido de presenciar tal pedaço vivo de historia.
Desde domingo, pela tv, assistimos depoimentos parecidos de judeus que agora vivem na Italia e que sairam ha mais de 50 anos do inferno de Auschwitz. E pensar que andando pelas ruas, se pudessemos ouvir os pensamentos e pesadelos das pessoas mais velhas que encontramos pelo caminho, teriamos uma bela oportunidade para nos lembrarmos de agradecer a nossa vida... facil... isso sim....
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