giovedì 26 febbraio 2009

Sarau Literario Eleituras

E por falar em pecado... e por falar em Literatura... fico aqui longe pensando em como seria òtimo poder passar uma bela serata falando de literartura e pecando... pelas letras...

Minha querida amiga, como maluca pela Arte que é, criou (também ela!!) uma grande oportunidade de encontrar pessoas interessadas em literatura e o mais importante, de se poder falar... ler sobretudo... as grandes obras de todos os tempos e lugares... e até dos dias de hoje mesmo, pois em se tratando de Arte, tudo é relativo e o passado e o futuro ja se tornam o eterno presente do ato de leitura...

Se eu estivesse no Brasil, desta vez amiga minha, eu iria mesmo ao Sarau... e estaria me deliciando com leituras e conversas maravilhosas que sei vai acontecer.... no proximo dia 5 de março... Deem uma olhada aqui no http://www.eleituras.blogspot.com/

Pecando por linhas tortas

E por falar em sossego, quero dizer, aquele que traz os inevitáveis desejos que podem te trazer também inevitáveis confusões, começamos mais um período pós-carnaval e no Brasil, o verdadeiro início do ano, com volta às aulas, ao trabalho com vontade e dedicação (?) e aqueles quarenta dias para você pensar no que faz da vida! Quarenta dias todinhos para sua consciência, já que no resto do ano nos esquecemos que faz mal exagerar. E digo exagerar em tudo, não apenas na gula, diga-se de passagem. Falemos então dos exageros, ou se quiser, dos pecados, pois todo exagero tende a ser um dos famosos pecados capitais dos quais todos nós não estamos livres de cometer. Façamos uma revisão pessoal. Gula se combate com regime, certo? Tentativas à parte, acho muito superficial e ineficiente. O que deveríamos mesmo era ao invés de colocarmos nossa fotografia na porta da geladeira, colocarmos as últimas noticias da FAO, isso sim.
Outro. Vaidade. Vaidade das vaidades, está na Bíblia, está nos Eclesiastes, ditos de Salomão, o sabio: “Onde há muita sabedoria há muito enfado e quem aumenta sua sabedoria, aumenta sua dor”. E ainda em Corintios: quem se pensa muito sábio menospreza seu semelhante. Verdade. Basta prestar atenção e saberemos que a soberbia do conhecimento nada acrescenta além da distância do nosso semelhante. Raramente vemos pessoas que utilizam sua sabedoria para ajudar (sim, elas existem), muitas vezes serve apenas para sentirem-se superiores e com o direito de estarem desfrutando dos mais fracos e menos cultos. Basta dar uma olhadinha no mundo moderno. A crise pela qual o mundo está passando hoje é resultado deste desfrutamento desde o início da industrialização. Há quem trabalha e há quem desfruta! Há países que trabalham e países que dão golpes financeiros com repercussões mundiais, alguma idéia do que estou falando?E como todo conhecimento é desvio do corriqueiro, chegamos no mundo da Arte. O artifício que pretende imitar a Criação. Toda tentativa de arte tem lá no fundo um detalhe maligno. Digo isso com dor, pois o meu maior pecado, e agora confesso, é a soberbia do saber. Arte e Literatura são um mundo à parte a que dou tanta ou maior importância do que esse em que tenho que pagar minhas contas ao banco.
Não podemos negar a pretensão de querer ser “Criador”. Não se pode querer negar que ao criar um mundo ficcional, pretendemos que esse seja verossímil, pretendemos que esse tenha todos os elementos, e às vezes criamos outros desconhecidos, que existem no mundo já conhecido pelos seres humanos desde Adão e Eva. E eis que a primeira pretensão de saber foi dela, dela mesma... e acabamos por levar a culpa também disso!
Orgulho. Pretensão de Ser, mas ser exatamente o quê? Pretensão de ser visto, mas ser extamente visto por quem? Escrever, criar literatura, criar composições musicais maravilhosas, deixar essa marca visível no mundo de nossa passagem êfemera por ele. Deixar nosso rastro e lutar contra a invisibilidade. Soberbia. Eis tudo sobre o que pretendo refletir nesses quarenta dias, e enquanto isso terei como dieta a maçã, somente ela...

mercoledì 25 febbraio 2009

é hoje...

Quarta feira de cinzas, como todo ano, là vamos nòs de novo com o tempo de pensar e fazer penitencias. A minha? Estarei tentando, pois a carne é fraca como diz o dito popular, e o "sossego traz desejos" como disse uma vez Guimares Rosa...

lunedì 23 febbraio 2009

Terça feira de Carnaval



O Carnaval de Veneza tem inicio ja no final de 1094, segundo as cronicas da cidade. Eram festas que aconteciam na cidade nos dias que antecediam a Quaresma. Em 1296, o Senado veneziano estabelecu que o ùltimo dia antes da Quaresma fosse feriado. No inicio porém, esse periodo era longo, sendo que jà no primerio domingo de outubro se iniciavam as festas pùblicas com bailes, vendedores ambulantes de doces, os que hoje sao os doces tìpicos de Carnaval veneziano, além de apresentaçoes artisticas e jogos.

Algumas festas de Carnaval ficaram famosas, como a de 1572 quando festejaram a vitòria da guerra de Lepanto ou a de 1587 quando se tem noticia do primeiro desfile de carros e cavalos ou ainda o de 1696, quando desfilaram nobres venezianos vestidos de mulheres!

Depois da queda da Repùblica, com a ocupaçao austrìaca e francesa, a tradiçao do carnaval nao era bem vista e foi aos poucos desaparecendo, continuando apenas na ilha lagunar veneziana de Burano, onde por sorte se manteve até os dias de hoje. Foi somente no final dos anos setenta que o Carnaval de Veneza tomou novo folego e retorna em 1979, crescendo sempre em participaçao e fama mundial.

A palavra Carnaval vem do latim e significa "Adeus à carne", ou seja, "carne vale", lembrando que os dias antes da Quaresma seriam os ùltimos de "satisfaçao terrena", da carne, para entao se iniciar o periodo de jejum e meditaçao que antecede a Pascoa.

Possui um significado muito bonito em sua origem, pois nos faz recordar que hà um claro limite entre o terreno e o celeste, entre os prazeres da carne e o do espirito. As màscaras sao um detalhe à parte e muito significativo também, pois, em Veneza, nesse perìodo de Carnaval, qualquer pessoa, de qualquer origem ou classe social estava protegida em sua identidade, até mesmo as mulheres e homens que se propunham a mudar de papéis na sociedade. Infelizmente hoje, o Carnaval se transformou em algo muito mais descontrolado. Raramente um foliao sabe o porque da folia e o porque da Quaresma. E isso acontece principalmente com os carnavais mais famosos da América Latina. No entanto, em Veneza, ainda se pode festejar e participar do Carnaval "quase" original, màgico e simbòlico. Mascarados ou nao, mas isso ja poderia ser outro assunto, pois mascaras é o que nao falta na nossa sociedade moderna! Temos uma para cada dia do ano.

mercoledì 18 febbraio 2009

Um dia de folga

Tirei o dia de folga. Ha tempos que planejava, e ja que ha tempos nao posso tirar meu ano sabatico, tiro meu "dia sabatico", o que nao é a mesma coisa, mas ajuda muito a recarregar energias e estimular a massa cinzenta.
Destinaçao: VENEZA! Logico!
Parti logo pela manha deixando obrigaçoes diarias para tras e descendo na ultima parada do trem que normalmente me levaria para o trabalho. Desta vez nao. Desta vez desci algumas estaçoes mais a frente: Venezia Santa Lucia. Descer as escadas da estaçao de trem defronte ao canal, ja funciona como um paralisante mental a tudo que foi deixado em terra firme. Desta vez nao me preocuparia nem mesmo com o celular.. alias... desliguei-o... Em Veneza o tempo para e nao ha carros e nao deveria haver nem mesmo celulares...
Uma paradinha no correio para meu velho habito de postais ao redor do mundo... desta vez quem os receberà serao minhas lindas preciosas...
Estrada Nova sempre em frente, giros para a esquerda, para a direita até que passando pelo Relogio, eis que estou em Piazza San Marco. Entro na Basilica e vou direto aos Cavalos de Bronze... magnificos e indescritiveis... visao la de cima da piazza... a Pala d'oro que me ofusca os olhos e a mente por alguns minutos... vou enfrente...
Palazzo Ducale. La dentro por mais ou menos tres horas.... e foi tudo. E nada. E TUDO!
Na volta, aproveitei as fantasias mascaradas de carnaval que ja circulam desde domingo passado para fazer algumas fotografias e o dia termina perfeito para voltar para casa com um sorriso n'alma.

sabato 14 febbraio 2009

O médico da Peste


Hoje nos faz rir um pouco aquela fantasia de carnaval com uma longa tùnica até os pés, luvas até os cotovelos e aquele narigao branco comprido...
Era um costume do século XVI que os médicos se vestissem com uma màscara de bico branco comprido (onde dentro colocavam diversas espécies de ervas medicinais e aromàticas que tinham o objetivo de formar uma barreira de defesa aos pulmoes), chapéu e capas negras para visitarem os doentes pela epidemia da peste negra. Com luvas, levantavam com um bastao a coberta e as vestes do doente, convencidos ingenuamente de que estavam a salvo do contàgio.
A peste negra dizimou tres quintos da populaçao de entao...

giovedì 12 febbraio 2009

P.S.

E ainda ha quem nao ve sentido na Literatura...

E por falar em Marco Polo...

Segundo os historiadores, Marco Polo parte de Veneza aos dezessete anos e retorna apòs vinte e cinco anos, em 1295, à sua terra, onde foi ignorado pelos seus concidadaos. Ainda que poliglota (falava cinco linguas orientais), expressava-se mal em sua lingua materna e se nao tivesse sido feito prisioneiro e "ditado" ao escritor Rusticello suas lembranças, nao teriamos tido conhecimento de suas aventuras...
Isso me faz pensar nos conceitos de literatura que se estuda em Teoria... "narraçao e cura" era um dos temas de pesquisa que me agradava muito... a narraçao como sobrevivencia!

mercoledì 11 febbraio 2009

Livre pela Literatura

Se nao tivesse sido prisioneiro dos genoveses, se nao tivesse tido a necessidade de "contar", como algumas pessoas inexplicavelmente teem, se nao tivesse conhecido nessa mesma prisao genovesa outro importante prisioneiro literato, Rusticello de Pisa, e se este literato nao tivesse recontado em literatura as aventuras que ouvia com interesse, entao nao teriamos esse nome hoje na historia veneziana, teria sido tao somente outro importante navegante medieval como tantissimos outros: MARCO POLO.

martedì 10 febbraio 2009

Cuidado com o que fala!

Eu me lembro muito bem quando foi que pronunciei aquelas palavras. Foi na cantina da universidade, tomando um suco, pois no Brasil se toma um suco de frutas enquanto aqui vai bem um capuccino... Meu professor de literatura alemã me olhou incrédulo e meus amigos com uma pontinha de desconfiança somada à inveja antecipada.
Eu havia acabado de chegar de uma estadia, a minha primeira estadia, de seis meses na Europa para um curso do DAAD na Alemanha. Não tinha sido nada fácil e nada muito relaxante em se tratando de estudos na Alemanha, diga-se de passagem, mas eu havia aproveitado muito bem o meu tempo enquanto estava em Freiburg e podia ir de lá pra cá em trens, isso sim foi um aprendizado, sem contar com os estudos sobre a Estética da Recepção, teoria literária alemã que havia me encantado e que então fazia parte de minhas pesquisas.
O que sempre tive vontade de fazer desde adolescente era viajar e se a viagem combinava estudos, então estava perfeito. Infelizmente o intercâmbio do colégio não aconteceu como eu sempre insisti com meus pais... esperei até que pudesse decidir por mim mesma e quando pude, mandei meu projeto de pesquisa para o DAAD e recebi passagens e salário para seis meses de estudo sobre Germanística na Universidade de Freiburg, aquela mesma onde ensinou Walter Benjamin!
Quando voltei, não passava um mês sem que me metia em congressos e seminários por todo o Brasil para levar minha pesquisa e para conhecer a pesquisa de colegas de outras faculdades e universidades, logicamente tudo, ou quase tudo, com bolsas de estudos que justificava com meu trabalho sério e apaixonado pela literatura e em especial pela Estética da Recepção. Acho que foi um período de deslumbramento e eu aproveitei o máximo que pude, não tenho do que reclamar.
O que me fez lembrar de tudo isso, foi uma lembrança que me veio em mente repentinamente ontem à noite, quando reclamava em voz alta que um pouco de STOP não seria nada mal, quando ouvi aqui em casa sobre os possíveis planos de uma nova mudança de endereço. A verdade é que desde então eu não parei de viajar... sendo em congressos ou não, não parei de fazer as malas e nem sei ao certo se isso foi culpa de minhas palavras pronunciadas com tanta ênfase naquele dia junto aos meus amigos da universidade quando conversávamos sobre o rumo que cada um pretendia tomar nas pesquisas e na vida... Eu simplesmente disse sem pensar muito, que queria e que iria ser turista! Viajante! Nada mais nada menos... Será que eu deveria ter pensado antes de falar?

lunedì 9 febbraio 2009

E o vencedor é...

Orhan Pamuk, em seu discurso pelo recebimento do Premio Nobel de Literatura de 2006, faz todo um elogio ao pai que, de certa maneira, lhe deu a possibilidade de ser um escritor. Isso se entende nas entrelinhas, o que é explicito até demais e que me dà nos nervos, é ver como o pai, um homem sempre ausente da familia, sempre em viagens pelo mundo, sempre com interesses burgueses, é demasiadamente elogiado pelo entao maior escritor turco da atualidade... (quanto ao premio, nao vamos citar o fato da grande polemica de seu livro que trata do assunto delicado dos armenios e turcos!). E é sempre assim... nenhuma palavrinha à mae que provavelmente esteve presente todo o tempo... Enquanto trancado em seu quarto para escrever seu primeiro livro que o iniciou na literatura, provavelmente estava la preparando o jantar e pronta a ajuda-lo em qualquer probleminha mais pratico... e no entanto, foi ao pai a quem ele dedicou todas aquelas paginas que li ontem, com raiva e indignaçao...
Ok... ainda estou tentando le-lo... vamos ver...

venerdì 6 febbraio 2009

Final de semana tem doce...

E nao é que a caixa de coisinhas do Brasil està quase acabando?
Hoje é dia de sagù!
Acho que teremos que providenciar um "carregamento" de novas provisoes...

Chazinho

E eu que pensei que a culpa fosse do Pippo!
Ha algum tempo que tenho tido uma alergia inexplicàvel na pele dos braços e costas... sem saber o que pudesse ter provocado. Algo que tenha comido? Nada de diferente... e entao a primeira coisa que me passou pela cabeça era que finalmente tinha descoberto porque nao gosto de animais em casa... ALERGIA!
Ok... fiquei longe dele... nao toquei nele... e nada da alergia passar.
Até que um dia me dei conta que nao tinha mais aquelas coceiras desagradàveis e nao parei de pensar nisso até que ontem à noite fui fazer um chà que nao tomava ha algum tempo: Canela!
Pensei que nao, afinal, sempre coloquei canela na comida, no leite e adoro canela para dizer a verdade. Porém desta vez acho que havia passado do limite mesmo, pois procurando as reaçoes que pode causar se utilizadas com exagero, descobri que nao era somente contra indicada para gestantes como ja sabia, mas que também pode causar irritaçoes na pele.
E isso tudo com a famosa Canela de Istanbul....

giovedì 5 febbraio 2009

Hoje de manha...

Entao a quarta cruzada envolveu os venezianos assim por acaso?
Depois da conquista de boa parte do territorio do oriente pelos cristaos, faltava somente Jerusalém nas maos dos infiéis, fato que ainda hoje nao esta la bem resolvido. Querendo entao a libertaçao da cidade santa, o Papa Inocencio III inicia a quarta cruzada chamando o mundo catolico para a reconquista de Jerusalém e do Santo Sepulcro. Era o ano de 1195...
Veneza, terra de comerciantes, maritimos, mercadores e negociantes com povos do oriente, nao somente nao se interessa muito pela nova tentativa contra os muçulmanos, como pede uma dispensa para continuar negociando com o Egito sem ser excomungada, uma vez que desse comercio dependia sua propria sobrevivencia. Bizancio ve isso como uma insolencia...
Enquanto isso a opiniao publica faz aumentar o numero de cruzados que levarao a cabo a quarta cruzada e Veneza se compromete a construir naves e possibilitar que a expediçao chegue à Terra Santa, prevista para o ano de 1202. O tempo passa e nada dos venezianos receberem seu pagamento pelas naves e é entao que tornam-se cruzados por acaso...
A proposta do Doge Dondolo é que os cruzados paguem os venezianos com os saques feitos... assim os venezianos se tornariam cruzados e seu capitao seria o pròprio Doge...
A historia continua com outros detalhes, mas o que mais me fascina é pensar que a maior parte das obras fantasticas que se ve em Veneza, é resultado de saques de guerra! Um verdadeiro baù de piratas...

martedì 3 febbraio 2009

Chove de todas as cores...

Semana toda programada com chuva e muito frio ainda. Pela manha, a caminho da escola com as meninas, ainda sonolenta, com o rosto gelado por ter esquecido do cachecol (foi o sono) que normalmente subo até o nariz, chegar até o portao da escola nao foi nada fàcil. Um mar de guarda-chuvas de todos os tamanhos e cores lutando como aves gigantescas na direçao de nossas cabeças. Aqueles guarda-chuvas tìpicos de restaurantes e hoteis que o porteiro tem sempre à mao para uma ajudinha até o carro da madame... Mas, às 7 e meia da manha... verde luminoso, alaranjado e todo o arco-iris... parecia um pesadelo. Voltei pra cama assim que consegui chegar em casa...
PS: às vezes meu texto fica sem os acentos corretos... nao, nao estou ja com a nova ortografia portuguesa... e acho que nem vou me preocupar com isso agora, o que acontece é que esse computador nao tem os devidos acentos e letras do nosso portugues... e eu, nao é todo dia que tenho paciencia de ir ao Word e depois colar o texto aqui... portanto... desculpe a nossa preguiça!

domenica 1 febbraio 2009

Ainda inverno

Neve la fora ainda hoje, depois de um dia de sol nesta semana que me fez pensar que o tempo finalmente fosse mudar, hoje o café da manha foi com a paisagem na janela de flocos de neve caindo e o Pippo que queria entrar para ficar no quentinho... Ok, hoje pode....

Serenamente

Não é sempre, mas há quem, no passar dos anos, se pergunte e se interesse pela origem de sua família somente para começar e acaba por iniciar uma verdadeira investigação sobre a origem de sua própria raça. De minha parte, iniciei com a cidadania, uma verdadeira odisséia, no próprio significado do termo, uma vez que caracterizou e ainda vem caracterizando uma “volta”, ainda que às avessas.
Cidadã italiana, européia enfim reconhecida, me dispus a verificar in locus de onde vieram os antecedentes de minha família paterna, já que aqui em Castelfranco, os parentes distantes que encontrei, já não me pareciam tão distantes assim, afinal, não se passaram nem cem anos da partida de meu bisavô desta terra vêneta que começo a conhecer, e eu quero mais, quero saber muito mais além desses quase cem anos. Após idas e vindas a Stoccareddo, idas e vindas na memória de minha própria infância para a devida compreensão do que venho experimentando nesses dois anos de Itália, começo meus estudos sobre os Vênetos. E isso sem deixar de colecionar aprendizado sobre a história de Veneza, sempre e para sempre, minha cidade eterna e serena – La Serenissima.