Eu me lembro muito bem quando foi que pronunciei aquelas palavras. Foi na cantina da universidade, tomando um suco, pois no Brasil se toma um suco de frutas enquanto aqui vai bem um capuccino... Meu professor de literatura alemã me olhou incrédulo e meus amigos com uma pontinha de desconfiança somada à inveja antecipada.
Eu havia acabado de chegar de uma estadia, a minha primeira estadia, de seis meses na Europa para um curso do DAAD na Alemanha. Não tinha sido nada fácil e nada muito relaxante em se tratando de estudos na Alemanha, diga-se de passagem, mas eu havia aproveitado muito bem o meu tempo enquanto estava em Freiburg e podia ir de lá pra cá em trens, isso sim foi um aprendizado, sem contar com os estudos sobre a Estética da Recepção, teoria literária alemã que havia me encantado e que então fazia parte de minhas pesquisas.
O que sempre tive vontade de fazer desde adolescente era viajar e se a viagem combinava estudos, então estava perfeito. Infelizmente o intercâmbio do colégio não aconteceu como eu sempre insisti com meus pais... esperei até que pudesse decidir por mim mesma e quando pude, mandei meu projeto de pesquisa para o DAAD e recebi passagens e salário para seis meses de estudo sobre Germanística na Universidade de Freiburg, aquela mesma onde ensinou Walter Benjamin!
Quando voltei, não passava um mês sem que me metia em congressos e seminários por todo o Brasil para levar minha pesquisa e para conhecer a pesquisa de colegas de outras faculdades e universidades, logicamente tudo, ou quase tudo, com bolsas de estudos que justificava com meu trabalho sério e apaixonado pela literatura e em especial pela Estética da Recepção. Acho que foi um período de deslumbramento e eu aproveitei o máximo que pude, não tenho do que reclamar.
O que me fez lembrar de tudo isso, foi uma lembrança que me veio em mente repentinamente ontem à noite, quando reclamava em voz alta que um pouco de STOP não seria nada mal, quando ouvi aqui em casa sobre os possíveis planos de uma nova mudança de endereço. A verdade é que desde então eu não parei de viajar... sendo em congressos ou não, não parei de fazer as malas e nem sei ao certo se isso foi culpa de minhas palavras pronunciadas com tanta ênfase naquele dia junto aos meus amigos da universidade quando conversávamos sobre o rumo que cada um pretendia tomar nas pesquisas e na vida... Eu simplesmente disse sem pensar muito, que queria e que iria ser turista! Viajante! Nada mais nada menos... Será que eu deveria ter pensado antes de falar?
Eu havia acabado de chegar de uma estadia, a minha primeira estadia, de seis meses na Europa para um curso do DAAD na Alemanha. Não tinha sido nada fácil e nada muito relaxante em se tratando de estudos na Alemanha, diga-se de passagem, mas eu havia aproveitado muito bem o meu tempo enquanto estava em Freiburg e podia ir de lá pra cá em trens, isso sim foi um aprendizado, sem contar com os estudos sobre a Estética da Recepção, teoria literária alemã que havia me encantado e que então fazia parte de minhas pesquisas.
O que sempre tive vontade de fazer desde adolescente era viajar e se a viagem combinava estudos, então estava perfeito. Infelizmente o intercâmbio do colégio não aconteceu como eu sempre insisti com meus pais... esperei até que pudesse decidir por mim mesma e quando pude, mandei meu projeto de pesquisa para o DAAD e recebi passagens e salário para seis meses de estudo sobre Germanística na Universidade de Freiburg, aquela mesma onde ensinou Walter Benjamin!
Quando voltei, não passava um mês sem que me metia em congressos e seminários por todo o Brasil para levar minha pesquisa e para conhecer a pesquisa de colegas de outras faculdades e universidades, logicamente tudo, ou quase tudo, com bolsas de estudos que justificava com meu trabalho sério e apaixonado pela literatura e em especial pela Estética da Recepção. Acho que foi um período de deslumbramento e eu aproveitei o máximo que pude, não tenho do que reclamar.
O que me fez lembrar de tudo isso, foi uma lembrança que me veio em mente repentinamente ontem à noite, quando reclamava em voz alta que um pouco de STOP não seria nada mal, quando ouvi aqui em casa sobre os possíveis planos de uma nova mudança de endereço. A verdade é que desde então eu não parei de viajar... sendo em congressos ou não, não parei de fazer as malas e nem sei ao certo se isso foi culpa de minhas palavras pronunciadas com tanta ênfase naquele dia junto aos meus amigos da universidade quando conversávamos sobre o rumo que cada um pretendia tomar nas pesquisas e na vida... Eu simplesmente disse sem pensar muito, que queria e que iria ser turista! Viajante! Nada mais nada menos... Será que eu deveria ter pensado antes de falar?
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