sabato 22 gennaio 2011

A arte de viver numa cidade quente

Uma das coisas que menos gosto desta parte do mundo é o calor. Isso não discuto, todos sabem e todos veem meu mau humor, minha preguiça e a pouca vontade de levantar "uma palha" sequer. Depois de tantos anos longe dos doze meses ininterruptos de verão que existe por aqui, preciso me acostumar novamente a vestir-me adequadamente, comer adequadamente, sair de casa nas horas adequadas e sobretudo, pensar adequadamente. Por aqui as coisas andam conforme as forças que sobram depois que o sol aparece, e ele raramente se ausenta.
Hoje estamos a 37 graus, depois de dias de temporais que pareciam mais um dilúvio, mesmo com todos os problemas que trazem para cidades como Rio e SP, por aqui um temporal não significa desgraça e sim corrida pra fechar as janelas e se te pega na rua, uma parada em algum lugar até que passe a fúria das águas. Há tempos que não sentia um temporal como esses que veem acontecendo por aqui. O que fica aqui, ao menos em Araraquara, é um ar agradável, fresco, cheiroso e uma luz traquila, pedindo mesmo um bolinho de chuva pras crianças.
Mas como depois do temporal vem sempre o sol de novo, aqui estamos nesse sábado abafado e tremendamente quente sem muito o que fazer a não ser ir a uma piscina ou ficar na frente de um ventilador bem potente!
Pra mim, as opções seriam as necessidades de sempre: aproveitar minhas horas para colocar em dia temas que me farão voltar às salas de aula. Preguiça pura. Mente que deita e rola na tentação de estar sem fazer absolutamente nada até que o sol desapareça no horizonte e a noite inicie para que o cérebro também comece a funcionar direito. Aqui estamos. Isso é Brasil, essa está sendo nossa volta, nossa chegada em casa.
Depois de tantos anos, minha memória já não registrava essa mania quase doentia de se ter as casas fechadas para que não entre poeira. Mas será que não sabem que se não entra poeira, ar fresco (pelo menos ar, na falta do fresco) também não entra de jeito nenhum se as janelas estão fechadas e as portas idem?
Mamma mia! Mais alguns dias e aí então abrirei as janelas para ver a poeira entrar, para anunciar que estou em casa, para dizer a todos que são bem vindos em casa e que se quiserem esperar, faço um suco de laranja pra combinar com o cheiro de cana-de-açúcar e tomamos sentados na varanda, de pernas pro ar e batendo papo!


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