Despedida de Veneza com a abertura da Bienal e algumas visitas a mostras que ainda terei tempo para ver em outubro (espero). O vôo foi terívelmente tenso e engraçado, por um lado pela história do avião da Airfrance, por outro por causa das bizarrices que sempre acontecem nos vôos que vêem ou saem do Brasil. Bizarrices à parte, não estou sendo preconceituosa não! Temos que admitir que fatos são fatos e brasileiros são brasileiros, disfarçados ou não de europeus temporários. Reconhecíveis à anos luz de distância e isso nem sei muito bem explicar como. O importante é que chegando no Brasil sempre me sinto mais ou menos segura, e paradoxalmente mais ou menos vulnerável.
Essa sensação de segurança é válida, mesmo com a certeza de que aqui não quero e nem conseguiria mais viver, sim, gosto de onde estou e não quero ter que pensar novamente no dia-a-dia brasileiro. Sem nacionalismos por favor! Sou italo-brasileira e não posso negar, e nem quero negar ou me esquecer pelo simples fato de que a minha história é essa.
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